Hoje é o 25º do tratamento. Estou indo bem, mas no 23º dia tive uma pequena recaída. Estava numa irritação profunda e necessitava de um cigarro, queria somente uma tragada mas não tinha cigarros e não queria comprá-los. Uma amiga, a Neide, me ligou para almoçar e após o almoço ela me deu um cigarro. Sentei em um banco no calçadão do Itaim e "degustei" o "mardito gostoso". Foi bom mas não senti aquele prazer de antes. Mais tarde pedi para uma outra pessoa me dar mais um cigarro para eu sentir se realmente o prazer pelo vício havia reduzido. Realmente, SIM! Não aguentei, fumei somente metade do cigarro e não fumei mais. Minha agonia e desejo por ele reduziram desde então. Já não penso mais no cigarro como antes. Acho que aquele último cigarro era o que faltava. Claro que outras recaídas acontecerão, mas tentarei resistir e recomeçar. As piores horas são após as refeições, mas tenho conseguido aguentar numa boa.
Obs: Essa minha amiga Neide ficou sabendo naquele dia que eu estava em processo de parar de fumar. Ficou muito feliz e disse estar muito animada por isso para também parar de fumar, pois do jeito que eu gostava do "mardito", ela ficou impressionada de saber que já havia 10 dias (23º dia do tratamento) que eu não punha um cigarro na boca. Inclusive elogiou minha pele; disse que estava bem melhor e com um semblante mais leve. (Será que é o efeito do abandono???)
Já estou conseguindo fazer juz do meu nome. Sou a Vitória que está sendo Vitoriosa. Deus me dará forças para que eu resista a cada dia, até chegar o dia em que não me lembrarei que durante 30 anos acordava e dormia com um "amigo" "inimigo".
Até mais!
sábado, 15 de dezembro de 2007
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